Viajar com minha mãe, eu recomendo!

Quando meu pai tomou a primeira dose da vacina na semana passada eu escrevi um post de comemoração, contando da nossa viagem para Galápagos. Hoje quem tomou a vacina foi a minha mãe, então eu vou escrever um post de comemoração contando de uma viagem nossa para a Nova Zelândia, em 2010.

Na época eu morava em Brisbane, na Austrália, e a minha mãe decidiu me visitar. Como o vôo dela tinha uma escala em Auckland, na Nova Zelândia, a gente combinou de que eu iria encontrá-la lá, a gente viajaria um pouco e depois iríamos juntas para a minha casa em Brisbane, e assim foi.

Antes de ela chegar eu pesquisei várias coisas para fazermos e decidi comprar um tour de ônibus pela ilha norte, que nos levaria para os principais pontos turísticos. Esse tour incluía o transporte para todos os lugares e acomodação, que nos dava duas opções, quartos compartilhados ou quartos duplos. Eu obviamente escolhi quarto duplo, não fazia sentido a minha mãe dormir em beliches com um monte de outras pessoas.

Quando ela chegou aproveitamos para fazer um pouco de turismo em Auckland, que aliás é uma cidade que eu amei.

Depois desse turisminho pegamos o ônibus que nos levaria para o tour. Saímos de Auckland e fomos para Cathedral Cove, uma praia maravilhosa com essa rocha com um buraco no meio que eles chamam de Cathedral.

De lá fomos para Waitomo, conhecer uma caverna que tem vermes que brilham no escuro. Mas obviamente que a gente não conseguiu tirar nenhuma foto que prestasse, é tipo tirar foto da lua.

De lá fomos para Rotorua, famosa pelas suas águas termais (que fedem enxofre).

E acho que foi lá também que visitamos uma praia a noite que tinha uma água fervendo embaixo da areia, mal dava para pisar.

E ali perto, em Te Ruia, visitamos uns geyser (que eu não sei como se fala em português), mas é aquela água quente que espirra do chão em alguns momentos, como no desenho do pica pau.

E por todo o caminho, em todas as estradas, a gente só via campos enormes e verdes com muitas ovelhas e nenhum ser humano, era impressionante.

Tava tudo muito lindo, mas a viagem não estava sendo boa. O ônibus estava cheio de jovens bêbados e as acomodações não eram o que a gente esperava. Eu tinha solicitado quartos duplos, mas o que eu não li nas letrinhas pequenas é que esses quartos só estariam disponíveis em alguns locais e até então não tinha sido em nenhum, estávamos dormindo em beliches com outras várias pessoas. Eu não tinha pesquisado direito e acabei comprando um tour que não era para nós.

Mas tudo bem, em uma das paradas eu falei para o guia que nós não iríamos seguir viagem com eles, fomos para a rodoviária e pegamos um ônibus para Bay of Islands, bem ao norte da Ilha.

E aí, o que estava dando errado começou a dar muito certo. A gente ficou muito mais feliz, fazendo uma viagem do nosso jeito e no nosso tempo. E claro, dormindo em hotéis confortáveis e sem companheiros de quarto.

Em Bay of Islands nós ficamos em um hotel legal, descansamos, fomos à praia e fizemos um passeio de barco para nadar com golfinhos, o que não aconteceu porque uma golfinha tinha acabado de ter bebê e ela estava territorialista e podia atacar os turistas, achei fantástica essa preocupação.

Nosso hotel
Golfinhos

Hole in the Rock, esse buraco na pedra, que é super famoso

De lá eu não lembro se a gente pegou um avião ou um ônibus, mas fomos para Wellington, a capital do país, que ficam bem no sul da ilha norte. Não estávamos preparadas para o frio que fazia lá, tivemos que sair correndo para comprar umas roupinhas mais quentes.

Museu do Senhor dos Anéis, que foi gravado na Nova Zelândia

E em cima da hora decidimos pegar um navio para cruzar para a ilha sul, para uma cidade chamda Picton, a primeira da ilha sul.

SANYO DIGITAL CAMERA

Chegando lá vimos que a cidade era pequena e que a melhor coisa a fazer era um tour por uma vinícola com degustação de vinhos. Melhor decisão que tomamos 🙂

Voltamos para Wellington de onde pegaríamos um vôo para Auckland. Perdemos o vôo, mas conseguimos comprar outra passagem e deu tudo certo. De Auckland voamos para Brisbane.

Com todos os perrengues minha mãe não reclamou, fez amizade com todos os jovens do nosso ônibus e topou todas as coisas que eu queria fazer. Excelente companheira de viagem, eu recomendo!

2 comentários sobre “Viajar com minha mãe, eu recomendo!

  1. Quando a pandemia passar e eu também estiver vacinado, quem sabe eu aceite a sua recomendação e convide ela para viajar!!! Brincadeiras a parte, é ótimo aproveitar estes momentos em família. Infelizmente, minha mãe nos deixou quando eu era muito novo, e meu pai é mais pacato. Mas a gente aproveita fazendo um churrasquinho que é coisa que ele gosta!

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