Perrengues de imigrantes – Parte I

Não é preciso ter morado fora do país para saber que, independente de para onde você vá, existem diferenças físicas, culturais, linguísticas e várias outras com as quais nos deparamos mais ou menos frequentemente. Quando estamos visitando um país novo, essas diferenças costumam ser interessantes, legais e divertidas e muitas vezes viram boas histórias de viagem. Mas quando estamos morando, ou tentando fixar residência, essas … Continuar lendo Perrengues de imigrantes – Parte I

A Guiana Francesa não é a França

Essa história começa com o meu marido querendo fazer uma viagem “diferente”. Viagem diferente para a maioria das pessoas é acampar em algum lugar ou ir para uma praia remota, para ele significava conhecer a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa. Bom, ele ainda foi pro Monte Roraima, eu me abstive dessa parte da viagem. Como a maioria das pessoas, a gente não fazia … Continuar lendo A Guiana Francesa não é a França

O Estatuto das Rosinhas

Por algum motivo eu não tenho muitas lembranças dos meus tempos de faculdade. Lembro de algumas aulas, de pouquíssimos professores e só dos meus amigos mais próximos, o resto é tudo meio embaçado. O que eu mais lembro mesmo é dos eventos sociais da época, que eram muitos. Sempre tinham os barzinhos ali do lado da FAAP, as festas da GV que eu frequentava sempre … Continuar lendo O Estatuto das Rosinhas

Tem rituais de cura e tem o Temazcal

Em 2012 eu tive o imenso prazer de fazer uma viagem para o México com Martina, uma amiga italiana. Havíamos nos conhecido na Austrália em 2009 e em 2012, um super casal de amigos mexicanos, que também conhecemos lá, nos convidou para seu casamento. Decidimos ir para a cerimônia e prolongar a viagem para conhecer alguns outros lugares. Na época eu estava meio perdida, tinha … Continuar lendo Tem rituais de cura e tem o Temazcal

A casa da tia Dina

Eu sou Dina e sou tia, mas nesse caso a história não é sobre mim, é sobre a minha família, os Gattai e sobre como a tia Dina, mesmo tendo falecido há quase 60 anos, conseguiu reunir um número impressionante de familiares, muitos dos quais nem se conhecem. Sempre tive muito orgulho de ser parente da Zélia Gattai, ela era minha tia avó. Sempre achei … Continuar lendo A casa da tia Dina

Pode me chamar de princesa

Porque eu namorei um príncipe. Bom, talvez namorar seja um pouco sério demais para o tipo de relacionamento que nós tínhamos, considerando que nunca conversamos sobre exclusividade. E príncipe… bem, ele era um príncipe, mas como ele era árabe e praticamente todo homem que nasce na Arábia Saudita é príncipe, digamos que ele era um príncipe classe média (classe média que na Arábia Saudita significa … Continuar lendo Pode me chamar de princesa

Pessoas evoluídas e os reality shows

Decidi escrever esse texto para tentar entender porque pessoas evoluídas assistem reality shows. Nesse momento eu não sei a resposta, mas como o processo de escrita me ajuda a entender algumas coisas, estou torcendo para que eu chegue ao fim desse texto com uma resposta razoavelmente boa. Vou começar dizendo que eu amo reality shows. Não me acho que uma pessoa propriamente evoluída, mas sou … Continuar lendo Pessoas evoluídas e os reality shows

Memória afetiva e o Starbucks

Todos nós temos memórias afetivas. Aquelas lembranças que surgem por causa de um cheiro, de uma comida, de um lugar ou de qualquer coisa mesmo. Eu tenho muitas. Aquela música “Right Here Waiting” do Richard Marx, famosa nos anos 1990, me lembra a primeira música lenta que eu dancei, num bailinho (que em Porto Alegre se chamava reunião dançante) na casa de algum colega da … Continuar lendo Memória afetiva e o Starbucks

Da série dates ruins – Afundando num double date

Hoje estava ouvindo o podcast “É nóia minha”, o tema era Dates Ruins e eram áudios da audiência contando histórias engraçadas de encontros bem péssimos. Fiquei pensando se eu tinha alguma história pra contar e algumas poucas me vieram à cabeça. Que eu me lembre, eu nunca fui a um encontro com alguém que eu tenha conhecido online. Digo online porque eu sou do tempo … Continuar lendo Da série dates ruins – Afundando num double date

A raposa não era sua mãe

Faz tempo que eu entrei em um período de repensar minha vida. Um ano mais ou menos. Não é um período grande face à vida toda, mas tem sido um período de muita angústia, que para mim parece muito mais tempo (e imagino que para o meu marido também). É comum passarmos por esses momentos de reflexão de tempos em tempos, mas eu nunca tinha … Continuar lendo A raposa não era sua mãe